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Estilo: Festas & Eventos

por Eu Já Fui!

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Hoje comemorado por povos de todos os cleros e raças, o Carnaval como conhecemos surgiu no século XI como uma comemoração diretamente ligada a Igreja Católica.


É dessa época o decreto que estipulava que a semana santa deveria ser antecedida por quarenta dias de jejum, a Quaresma. Esse longo período de privações incentivava a diversas festividades nos dias que antecediam a quarta-feira de cinzas, o dia em que devem começar as restrições.

 

 

Não demorou muito para que as festas dos povos antigos onde eram exaltados os prazeres da “carne” serem adaptadas, com direito aos tradicionais cortejos e tudo.


Na Idade Média foram incorporados os bailes de máscaras, com suas luxuosas fantasias e carros alegóricos. As características de festa popular desorganizada foram progressivamente substituídas por formatos mais ordenados até finalmente chegar ao que vemos atualmente.


No Brasil, com sua incrível diversidade cultural, viu surgir maneiras bastante criativas de comemorar os dias de folia, cada uma com direito a sua base mais tradicional e tudo.


Vamos mostrar um pouquinho das mais típicas festas carnavalescas do nosso país. Quem sabe você não acaba escolhendo seu próximo destino de folia!


Rio de Janeiro – O palco da maior festa de rua do mundo


Considerada pelo Guinness Book a maior festa de rua do mundo, o Carnaval do Rio de Janeiro é sem dúvida uma das festas brasileiras mais lembradas do mundo.


O Carnaval carioca não era muito diferente do resto do país, com seus bailes de máscaras inspirados nas comemorações francesas, até que em 1855 um grupo de burgueses resolveu quebrar com as tradições e organizar o primeiro “passeio” de uma sociedade carnavalesca.


A ideia deu tão certo que logo dezenas dessas sociedades estavam disputando o pequeno espaço do centro da cidade com os festejos das classes menos afortunadas da população. Um grupo acabou influenciando o outro, criando as bases da festa atual.


Em 1930 o então prefeito da cidade oficializou a festa e surgiram os primeiros concursos. Hoje milhares de maravilhados espectadores de todo o mundo lotam o Sambódromo, o grande palco projetado por Oscar Niemeyer, para assistirem o desfile das mais tradicionais escolas de samba da cidade na disputa de campeã do ano. Sem dúvida um espetáculo único!


Recife e Olinda – No ritmo do frevo


Até o século XVIII era tradicional que várias organizações, formadas principalmente por negros escravos e libertos, se reunissem no dia dos Santos Reis para realizar o chamado “Maracatu de baque virado”. O grupo saía em uma espécie de procissão até a Igreja de Nossa Senhora do Rosário onde encenavam a coroação do Rei Negro, o Rei do Congo.


Após a abolição da escravatura começaram a surgir várias agremiações carnavalescas baseadas nos tradicionais maracatus. No século XX as cidades de Olinda e Recife já contavam com diversos clubes que haviam incorporado os automóveis a seus desfiles.


Ao contrário dos desfiles cariocas, o ritmo do Carnaval pernambucano é o frevo, uma mistura de marcha, maxixe e elementos da capoeira. Outra grande diferença marcante é a democracia reinante: não é necessário nenhum tipo de pagamento para participar, somente muita animação e disposição para aguentar os dias de folia atrás de seu bloco.


O mais tradicional bloco é o Galo da Madrugada. Criado em 1978, o Galo sai todo sábado de Carnaval de frente o Forte das Cinco Pontas e corta o centro da cidade até a Avenida Guararapes. A animação é tanta que em 2009 bloco arrastou nada menos que 2 milhões de foliões, garantindo seu ingresso no Guinness Book como o maior bloco de carnaval do mundo. 


Salvador – Atrás do trio elétrico só não vai quem já morreu


Povo animado e festas memoráveis são características sempre ligadas à Bahia, mas desde que a famosa dupla Dodô e Osmar criou o trio elétrico o Carnaval baiano tomou proporções gigantescas.


Em 1951 os amigos adaptaram sua “fobica”, um automóvel Ford Bigode 1929, transformando-a no palco prefeito para a guitarra baiana, o instrumento criado por Dodô que evitava a microfonia no violão. Quem iria prever que quando partiram pelas ruas executando o tradicional ritmo recifense estariam transformando o carnaval de rua de Salvador?


Os trios elétricos foram crescendo e hoje os mais importantes nomes da música baiana se apresentam nos gigantescos caminhões que cortam três principais circuitos da cidade durante os dias da festa.


Como não é necessário pagamento para acompanhar o trio, uma verdadeira multidão de foliões literalmente o seguem, criando um espetáculo que costuma varar as noites.


Ouro Preto – A animação do Carnaval Universitário


Mais que um importante centro histórico nacional, Ouro Preto é um grande polo universitário.


A maioria dos estudantes da Universidade Federal de Ouro Preto estão alojados em dezenas de repúblicas tão tradicionais que já foram incorporadas a cultura da cidade.


Todo mundo que já passou pela universidade sabe que festa é um assunto muito importante, então é claro que uma festa tão popular como o Carnaval não ia passar despercebida! As repúblicas uniram suas forças e criaram o Carnaval Universitário, uma maneira de unir os tradicionais blocos de ruas com festas pra lá de animadas.


Para participar é preciso pagar uma taxa que garante seu ingresso em todas as “reuniões” que acontecem a cada hora em uma república diferente, seu lugar em um dos blocos e, para muitos o mais importante, toda a cerveja e cachaça que poder beber.


A primeira reunião do dia serve de concentração para a saída do bloco. A noite, após o desfile, uma nova festa aguarda em uma outra república para comemorar o sucesso do dia. Bem fácil entender porque Ouro Preto tem o Carnaval mais movimentado do estado, não é?


Antonina – Quem disse que o sul não tem Carnaval?


Colonizada principalmente por imigrantes europeus, o Carnaval não é uma festa digna de nota em praticamente todo o sul do Brasil, e o Paraná não é exceção. Isso, claro, se não levarmos em consideração a pequena cidade histórica de Antonina.


A cidade tinha tudo para ser mais uma das vilas, antigamente prósperas, que entraram em declínio com a inauguração da linha férrea que liga o interior ao litoral, com os típicos casarões mal cuidados e atmosfera decadente. Mas a animação de seus moradores mudou seu destino.


Em 1920 foi fundado seu primeiro bloco, o Boi do Norte. Logo a ideia foi crescendo e hoje 5 blocos agremiações competem em um animadíssimo desfile onde é permitida a participação de qualquer pessoa, independente da idade. Todos os anos milhares de visitantes vindos das mais diversas regiões unem-se aos foliões criando um espetáculo lindíssimo.


Durante o feriado também ocorrem uma série de bailes públicos e concursos de fantasias que garantem programa para todas as noites.



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