Como humanos é normal termos a necessidade de aprendermos e apreciarmos o que consideramos belo. O hábito de guardar objetos com algum tipo de significado, seja emocional, monetário ou cultural, nasceu praticamente junto com a humanidade.
Com o tempo surgiu a necessidade de preservar esses acervos e de encontrar uma maneira prática de dividi-los com o resto da humanidade. E assim surgiram os museus!
Hoje é possível encontrá-los dos mais diferentes tamanhos e dedicados aos mais inimagináveis temas. Povos exóticos, animais extintos, personagens e feitos históricos, artistas e suas obras: para tudo existe um museu.
Alguns são verdadeiras mega instituições que conseguem proporcionar uma completa viagem por um dos temas, ou reuni-los em um único edifício de uma maneira tão impressionante que é comum visitantes passarem horas seguidas vagando por suas salas.
A importância desse intercâmbio cultural é tanta que foi criado um dia para homenagear esse trabalho: dia 18 de maio.
O Eu Já Fui presta também sua homenagem com uma lista de museus que sozinhos já valem a viagem. Aproveitem!
Louvre – Paris

Um dos maiores e mais famosos museus do mundo, o Louvre esta instalado no coração de Paris, no grandioso Palácio do Louvre.
O Palácio, a sede do governo francês até o reinado de Luís XIV, foi transformado no Museu Central das Artes em 1793, com um acervo formado principalmente por coleções confiscadas da família real e dos aristocratas durante a Revolução Francesa.
Após várias ampliações e um incrível número de novas coleções acrescentadas, o Louvre tornou-se um dos museus mais lembrados do globo. Em seu acervo estão verdadeiros tesouros como a Mona Lisa, a Vitória da Samotrácia e a Vênus de Milo, além de maravilhosas coleções referentes ao Egito antigo, à civilização Greco-romana, aos povos do oriente, às artes decorativas e islâmicas, às pinturas, gravuras e esculturas.
No âmbito arquitetônico, sua mudança a última mudança foi a construção de uma grande pirâmide de vidro, localizada no coração do complexo palaciano. O monumento, obra do arquiteto chinês I. M. Pei, é completado por uma réplica invertida instalada no átrio subterrâneo do museu.
Vaticano – Roma

Desde a Idade Média os diversos papas foram acumulando um grande acervo de obras de arte que eram mantidas Patriarcado de Latrão, uma antiga residência papal, mas sem nenhuma organização específica.
Foi somente no Renascimento que uma consciência museológica surgiu, aliada a um renovado interesse pela arte e cultura clássicas da antiguidade. Nobres e aristocratas começaram a formar grandes coleções privadas por toda a Europa e, claro, o papado não poderia ficar da nova tendência.
Foi o papa Júlio II quem criou o primeiro recanto dentro do Vaticano destinado a receber sua coleção. Assim em 1503 o Pátio Belvedere, construído pelo famoso arquiteto renascentista Bramante, tornava-se o primeiro dos muitos espaços que iriam integrar o grandioso Museu do Vaticano.
Cada um dos novos pontífices tratou de abrir novas salas e incorporar mais obras ao acervo, hoje considerado um dos maiores do mundo. Os corredores são repletos de ornamentos belíssimos, quadros dos mais diversos pintores, tapeçarias suntuosas e estátuas e artefatos de um grande número de povos e dos mais diferentes períodos.
Os edifícios que o formam também formam um espetáculo a parte. Ricamente decorados, é comum o visitante entrar em um aposento totalmente recoberto por lindas pinturas que retratam passagens históricas, parábolas bíblicas ou lendas mitológicas.
Um dos pontos mais esperados da visita é a chegada a Capela Sistina. Decorada com afrescos de Michelângelo, um dos grandes mestres do renascimento, possui uma riqueza de cores, detalhes e efeitos capazes de tirar o fôlego.
British Museum – Londres

Aberto no dia 15 de janeiro de 1759, o Museu Britânico é considerado o primeiro grande museu público, gratuito e nacional do mundo.
Um marco no estabelecimento do método museológico, seu acervo contava originalmente com três coleções: a Cottonian Library – formada por manuscritos medievais -, a coleção de manuscritos do Conde de Oxford, e um enorme conjunto de antiguidades clássicas e medievais, moedas, livros, quadros e gravuras pertencentes a Sir Hans Sloane.
Atualmente com mais de sete milhões de objetos que abrangem a história e a cultura de todos os continentes desde os primórdios da humanidade, é o lar de tesouros como a Pedra de Roseta, o grande bloco de granito que possibilitou a Chapollion decifrar os hieróglifos egípcios, os frisos do Parthenon de Atenas, e parte da estátua colossal de Ramsés II, vinda de seu templo em Tebas.
Assim como outros museus e galerias do Reino Unido, o Museu Britânico tem entrada gratuita, com exceção apenas para algumas exposições temporárias especiais. Mais um motivo para aproveitar essa maravilha!
Metropolitan – New York

Localizado bem no coração de Nova Iorque, no centro da famosa “Museum Mile”, o Metropolitan Museum of Art é considerado uma das maiores galerias do mundo.
O museu foi fundado em 1870 por iniciativa de um grupo de cidadãos que desejavam trazer a arte e a educação ao povo norte-americano. A iniciativa logo deu resultado e hoje o Met, como é carinhosamente conhecido, possui um dos maiores coleções do globo.
Com nada menos que dois milhões de peças, divididas em dezenove departamentos, seu acervo conta abriga estátuas, pinturas, instrumentos musicais, roupas, armas, armaduras, objetos decorativos e de uso cotidiano dos povos de todos os continentes, desde a pré-história até os dias atuais.
Além das incríveis coleções permanentes o Metropolitan organiza e sedia diversas exposições temporárias de grande porte que ajudam a garantir todos os anos seu nome entre os museus mais visitados do mundo.
Museu Egípcio – Cairo

Para quem é fanático por história e fascinado pelo enigmático passado do Egito, vai sentir-se na Disneylândia ao visitar o Museu Egípcio do Cairo.
Um dos mais importantes museus arqueológicos do mundo, sua impressionante coleção conta com mais de 12 mil peças exibidas, incluindo dezenas de estátuas colossais de faraós de diversas dinastias, múmias às dúzias, sarcófagos coloridos, artefatos de arte, inscrições e estátuas de divindades. Isso tudo sem levar em conta as outras dezenas de milhares de artefatos que não se encontram em exibição por mera falta de espaço nas atuais instalações do museu.
Entre as maravilhosas atrações, vale destacar sala dedicada ao faraó Akenaton e sua tentativa de estabelecer uma divindade única em Aton, o disco solar, e as salas dedicadas aos tesouros da tumba de Tutankamon.
Tutankamon morreu muito jovem, motivo pelo qual é conhecido como “o rei menino”, e em sua tumba, a única tumba real encontrada intocada foram encontrados mais de 3.500 objetos, dos quais 1.700 estão em exibição no Museu Egípcio, em uma coleção que não encontra paralelos.
Na coleção de Tuthankamon, além da emblemática máscara mortuária, quase um símbolo universal do Egito, toda moldada em mais de 25 quilos de ouro, há ainda um sarcófago com nada menos que 111 quilos em ouro, além de tronos, sandálias, joias belíssimas e bem preservadas, utensílios de uso cotidiano, enfim, tudo que um faraó fosse precisar em sua vida no além.
As fotos no interior do Museu, infelizmente, não são permitidas e seus corredores ficam repletos de turistas. Uma boa dica é tentar ficar até perto a hora de encerramento, quando é possível curtir quase sozinho as mais belas peças.
Imperial – Petrópolis

Instalado em um belo palacete em estilo neoclássico, construído entre os anos de 1845 e 1862 a mando de D. Pedro II para servir como residência de verão para sua família, o Museu Imperial de Petrópolis é hoje um dos museus mais visitados do país.
Seu impressionante acervo é formado por peças de mobiliário, pinturas, joias, fotos, louças e objetos de uso geral que foram utilizados pela família imperial. Toda a coleção esta lindamente disposta pelos diversos cômodos, exatamente como na época em que abrigava a família imperial.
Entre os objetos que mais chamam a atenção estão a joias reais, com itens maravilhosos como a linda coroa de D. Pedro II, toda em ouro e adornada com 639 pedras preciosas e 77 pérolas, feita especialmente para sua coroação.
Entre as salas, a biblioteca é um dos principais destaques. Seu acervo conta com mais de 50 mil volumes, a grande maioria sobre história da época do Brasil imperial e artes em geral, além de manuscritos, periódicos e partituras raras.
Sem dúvida uma deliciosa viagem por um período marcante da nossa história!
Galeria Uffizi – Florença

A Galeria Uffizi é nada menos que o maior museu de arte da Itália e abrigo do principal acervo de artistas renascentistas italianos do globo, com mais de 100.000 obras de arte expostas.
O prédio foi construído entre 1560 e 1580 e tinha por finalidade abrigar os escritórios (uffici) de Cosimo I, um dos membros da famosa família Medici. Seu sucessor, Buontalenti teve a brilhante ideia de revestir uma das salas com vidro e expor alguns dos tesouros artísticos da família. A iniciativa teve um sucesso enorme e desde então a coleção não parou de evoluir e acabou tomando todo o prédio.
O talento desta safra genial de artistas está presente em cada centímetro das paredes desta galeria que exibe obras de tirar o fôlego e capazes de emocionar o mais hermético dos visitantes. É possível encontrar o célebre “Nascimento de Vênus”, pintado em 1485 por Botticelli, a Sagrada Família de Michelangelo, pintado em 1456, considerado o primeiro quadro que mostra o menino Jesus fora do colo de sua mãe, a “Vênus de Urbino”, de Ticiano, pintado em 1538, que segundo especialistas retrata na verdade uma bela cortesã. Isso sem falar nas outras obras primas de Michelangelo, Giotto, Boticelli, Rafael e companhia.
O Museu é muito bem organizado, e apenas um certo número de visitantes é admitido ao mesmo tempo, assegurando uma experiência agradável. Infelizmente não é permitido fotografar nenhuma das obras durante a visita.
MASP – São Paulo

O Museu de Arte de São Paulo, uma das mais importantes instituições culturais do Brasil, foi fundado em 1947 por iniciativa do empresário Assis Chateaubriand e do jornalista Pietro Maria Bardi.
Dono de uma das mais importantes e abrangentes coleções de arte ocidental de todo o hemisfério sul, além de seções dedicadas a arte brasileira e pequenos conjuntos de arte africana, asiática e decorativa, seu acervo conta com mais de oito mil peças.
Seu impressionante edifício sede é considerado mais um de seus tesouros. Projetado por Lina Bo Bardi, arquiteta ítalo-brasileira e esposa de Pietro Bardi, é uma obra-prima da arquitetura brutalista brasileira, um dos ramos do estilo modernista, e um dos símbolos mais lembrados da cidade de São Paulo.
Completando o maravilhoso conjunto esta uma gigantesca biblioteca especializada em artes em geral. Um ótimo exemplo de amor e dedicação às artes em nosso país.
Prado – Madri

O mais importante museu da Espanha, o Museu do Prado é o resultado da iniciativa do rei Carlos III que desejava que sua cidade natal abrigasse uma instituição cultural tão impressionante quanto às das outras capitais europeias.
Madri foi convertida repentinamente em capital por Felipe II em 1561, o que gerou um crescimento rápido mas pouco consistente, voltado apenas para as necessidades gerais, nem de longe perto do que se esperava da principal cidade de um grande reino.
Carlos III encarregou o então arquiteto real, Juan de Villanueva, do projeto de um edifício destinado a transformar-se em um especo urbano monumental, voltado às ciências, às artes e a história.
As obras prolongaram-se por muitos anos, chegando a ser interrompidas durante a Guerra da Independência e às invasões francesas. Coube a então a rainha Isabel de Bragança dar um último impulso para que o belo edifício em estilo neoclássico finalmente fosse aberto ao público em 19 de novembro de 1819.
O acervo inicial contava apenas com 311 peças, entre pinturas e esculturas, todas provenientes de coleções reais e da nobreza. Constantemente ampliada por doações e novas aquisições, hoje abriga uma coleção com milhares de pinturas, esculturas, desenhos, estampas e peças de arte decorativas tão impressionantes que garantem seu nome na lista dos museus mais visitados do mundo.
Centro Cultural Banco do Brasil – Rio de Janeiro

Uma iniciativa do Banco do Brasil, uma das mais importantes instituições financeiras do Brasil, o Centro Cultural tem como objetivo disseminar a cultura pela população.
Atualmente possui sedes em quatro capitais – Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte e Brasília – mas a mais antiga, inaugurada no Rio em 1989, continua sendo a mais famosa.
Instalada em um edifício histórico de 17 mil metros quadrados que serviu de sede para a instituição desde a década de 1920, possui diversas salas de exposições, cinema, salas de espetáculos, biblioteca e um grande auditório.
Lembrado por suas impressionantes exposições, o CCBB RJ é hoje um dos principais nomes das artes brasileiras, chegando a aparecer na lista dos museus mais visitados do mundo.